Eletroterapia
A Eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas com fins terapêuticos. Antigamente, a utilização da eletricidade com esse fim era feita através do uso do peixe elétrico tendo por objetivo à redução do quadro álgico dos indivíduos.
Nos dias de hoje, tal recurso está relacionado com três efeitos terapêuticos principais: a produção de contração muscular, a produção de respostas físico-químicas e a modulação da dor. Dentre os diversos tipos de corrente, a Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) constitui, um recurso terapêutico, não-farmacológico, de fácil aplicação, que não apresenta efeitos colaterais sendo amplamente utilizado pelos fisioterapeutas para o tratamento da dor.

Duas teorias, propostas no século passado, tentaram explicar os efeitos analgésicos obtidos pela TENS: a teoria das Comportas (TENS de alta frequência) e a teoria da liberação de opióides endógenos (TENS de baixa frequência). A primeira, proposta por Melzack e Wall, resumidamente, baseia-se na existência de uma Comporta, na medula espinal, que inibe a retransmissão de estímulos dolorosos conduzidos pelas fibras A delta e fibras do tipo C. A segunda, também de modo resumido, propõe que a analgesia consequente da utilização da TENS estaria relacionada a liberação de opióides endógenos secundária a estimulação dos recetores, dessas substâncias, pelos estímulos elétricos advindos da TENS.
Disponível na Fitoclinic Lisboa